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domingo, 11 de outubro de 2009

Encomenda




Desejo uma fotografia
como esta – o senhor vê? – como esta:
em que para sempre me ria
com um vestido de eterna festa.

Como tenho a testa sombria,
derrame luz na minha testa.
Deixe esta ruga, que me empresta
um certo ar de sabedoria.

Não meta fundos de floresta
nem de arbitrária fantasia…
Não… Neste espaço que ainda resta,
ponha uma cadeira vazia.

(Cecília Meireles)

2 comentários:

Maria Flor! disse...

Delicioso blog.
Fonte de inspiração.

Abraços Poéticos.

Maria Flor!

Lúcia Amorim: disse...

Boa tarde,
Qual a direção da rosa dos ventos
Indicando a sombra da alma
Que gira o peso da balança
Num farto cansado de mãos pelo ar ?

Carinho Lúcia