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sábado, 16 de janeiro de 2010

VOZES



Grita o vento nos muros da noite
como reflexos de espelhos partidos.


Há um ruído de coisas magoadas
lembrando madrugadas enfermas.


O vento e o ruído acelerando cadencias
são como garças
em tardes eróticas.


Só as luzes se repetem.
Só os sons se beijam
em baladas insanas.


Há pegadas escondidas
entre alamedas tranqüilas
enquanto
o tédio, a busca e a lassidão
ainda se aninham.

Alvina Nunes Tzovenos
In: Palavras ao Tempo

Um comentário:

Maria Flor! disse...

Belissima!
Que toda voz seja ouvida, que todo grito silenciado...
Meus aplausos.

Beijos da Flor!